De tanto fugir por tão cheia estar fiquei sem
não tenho pra onde correr, não tenho com quem contar...
Na verdade tenho tudo, mas por tamanho mau estar me esqueço.
Me esqueço dos pertences, dos beijos, do tempo que o tempo resolveu me dar.
Da vida só tenho a agradecer, e tudo que tenho é pra dividir...
eu sei, sempre chega alguém pra acrescentar
é que esses dias eu vivi por estar a respirar.
Não que eu queira parar é que não tenho outra justificativa que explica a inércia do dia-a-dia.
Quando a calmaria é de mais, a pressa se instala na monotonia
e de cabeça vazia não consigo fazer isso parar.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Medo
Eu sinto o desabrochar do desespero todo tempo em meu peito.
Há algum tempo falta ainda mais paz, eu sinto mais medo, eu sinto dores que não sei quais são, meus olhos se enchem de incerteza e desaguam lágrimas de cores e então o ambiente se perde na ausência de cor, luz e incertezas.
Eu gostaria de descobrir o fundamento deste medo que tornou a minha vida mecânica e pesada, não faço mais as coisas rotineiras com atos simples, sempre penso em tudo ao meu redor, me questiono o quanto cada passo meu pode afetar outras vidas, e então faço tudo mecanicamente, e quando não, volto atrás, desculpo-me e me ponho a pensar no meu próximo ato.
Há algum tempo falta ainda mais paz, eu sinto mais medo, eu sinto dores que não sei quais são, meus olhos se enchem de incerteza e desaguam lágrimas de cores e então o ambiente se perde na ausência de cor, luz e incertezas.
Eu gostaria de descobrir o fundamento deste medo que tornou a minha vida mecânica e pesada, não faço mais as coisas rotineiras com atos simples, sempre penso em tudo ao meu redor, me questiono o quanto cada passo meu pode afetar outras vidas, e então faço tudo mecanicamente, e quando não, volto atrás, desculpo-me e me ponho a pensar no meu próximo ato.
As dores são infinitas, e as causas são todas possíveis, desde o medo de grandes perdas, quanto os rotineiros, de violência, ou de erros que eu possa vir cometer.
Mas o maior é quanto a minha ausência, se estou no lugar certo com a pessoa que mais precisa da minha companhia, se há estimulo da minha parte a algum tipo de evolução, se meu ombro está aconchegante o suficiente para o pranto que virá a rolar.
As sementes da dor também são facilmente plantadas em mim, um olhar, uma notícia triste na tv, um filme.
Mas essa dor não dói só por mim, não dói pelos meu entes queridos, não, ela também pode doer em escala mundial, ela dói por fome, por guerra, por maldade humana, por irracionalidade, ela dói pela sociedade moderna, ela dói pelo século XXI.
Quando eu vou dormir a dor me ataca de forma cruel, atrapalha a minha respiração e sempre me desperta com palpitações, é como se a dor apontasse para um mal que não consigo enxergar, um mal que não quer acontecer e que eu realmente gostaria que não houvesse nenhum mal a me esperar, que essa dor passa-se, eu gostaria muito de dormir em paz.
E se escrevo tudo isso agora é na vontade de deixar todo esse medo aqui, esse medo de dormir, esse medo de continuar e não conseguir manter a vida de todos bem ao meu redor. Fica aqui dor, saí do meu peito...
Mas o maior é quanto a minha ausência, se estou no lugar certo com a pessoa que mais precisa da minha companhia, se há estimulo da minha parte a algum tipo de evolução, se meu ombro está aconchegante o suficiente para o pranto que virá a rolar.
As sementes da dor também são facilmente plantadas em mim, um olhar, uma notícia triste na tv, um filme.
Mas essa dor não dói só por mim, não dói pelos meu entes queridos, não, ela também pode doer em escala mundial, ela dói por fome, por guerra, por maldade humana, por irracionalidade, ela dói pela sociedade moderna, ela dói pelo século XXI.
Quando eu vou dormir a dor me ataca de forma cruel, atrapalha a minha respiração e sempre me desperta com palpitações, é como se a dor apontasse para um mal que não consigo enxergar, um mal que não quer acontecer e que eu realmente gostaria que não houvesse nenhum mal a me esperar, que essa dor passa-se, eu gostaria muito de dormir em paz.
E se escrevo tudo isso agora é na vontade de deixar todo esse medo aqui, esse medo de dormir, esse medo de continuar e não conseguir manter a vida de todos bem ao meu redor. Fica aqui dor, saí do meu peito...
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Sol
Acende a luz
Incomoda os olhos
Se levanta
Não pensa em nada
Sorri
Não se toca mais canções melancólicas
Renova-se tudo
De roupas a esperanças
Tudo está por um fio
Tudo está por um fio
Tudo vai recomeçar
É o verão
Com sua eterna promessa de felicidade
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Aspirantes
As regras e os padrões não existem.
Elas são como a linha do horizonte, como religião ou como um simples devaneio.
Me sinto totalmente atordoada, com um constante nó no peito, me questiono a todo tempo, não gosto de aparentar rebeldia, alias, essa é uma palavra que não gosto, soa mal, seu aspecto e escrita são feios... Mas é assim que me sinto, uma rebelde com toda a descrição dada na frase anterior.
O aperto no peito é grande, normalmente vem acompanhado de pranto, não aguento esse meu jeito de ser, assim... tão sem sentido em ser tudo.
Não consigo ansiar a nada, meus planos e sonhos vão sendo levado segundo a segundo pelo tempo, minha capacidade vem sempre entre 0,8 a 5,0 em 10, sou a mediocridade escolar da mistura de uma sonhadora sem grandes capacidades em humanas e com um talento invisível pra exatas, na maior parte do tempo desenhando sem perceber muito coisa por perceber tudo ao mesmo tempo, algo definido com o nome de déficit de atenção. Mas eu não acredito nessas desculpas.
Venho me cobrando a tempos, tentando evoluir, tentando atender a expectativas, tentativas sempre falhas.
Não concordo com todo o sistema e começo a não concordar com o sentido da vida... Tudo ainda me soa como "nascer, crescer, reproduzir e morrer", algo pavoroso pra mim. Eu quero transcender.
Ser maior que eu... Eu estou tentando de tudo, artes, drama, obviedades, clichês e nada.
Elas são como a linha do horizonte, como religião ou como um simples devaneio.
Me sinto totalmente atordoada, com um constante nó no peito, me questiono a todo tempo, não gosto de aparentar rebeldia, alias, essa é uma palavra que não gosto, soa mal, seu aspecto e escrita são feios... Mas é assim que me sinto, uma rebelde com toda a descrição dada na frase anterior.
O aperto no peito é grande, normalmente vem acompanhado de pranto, não aguento esse meu jeito de ser, assim... tão sem sentido em ser tudo.
Não consigo ansiar a nada, meus planos e sonhos vão sendo levado segundo a segundo pelo tempo, minha capacidade vem sempre entre 0,8 a 5,0 em 10, sou a mediocridade escolar da mistura de uma sonhadora sem grandes capacidades em humanas e com um talento invisível pra exatas, na maior parte do tempo desenhando sem perceber muito coisa por perceber tudo ao mesmo tempo, algo definido com o nome de déficit de atenção. Mas eu não acredito nessas desculpas.
Venho me cobrando a tempos, tentando evoluir, tentando atender a expectativas, tentativas sempre falhas.
Não concordo com todo o sistema e começo a não concordar com o sentido da vida... Tudo ainda me soa como "nascer, crescer, reproduzir e morrer", algo pavoroso pra mim. Eu quero transcender.
Ser maior que eu... Eu estou tentando de tudo, artes, drama, obviedades, clichês e nada.
Eu só não quero ser como você, mas pra isso acontecer eu preciso me encontrar.
Todo mundo aspira a algo no futuro e eu? Também sou aspirante, aspiro a algo que ainda não sei.
De concreto eu só tenho as dúvidas e de apoio eu só tenho sonhos.
Todo mundo aspira a algo no futuro e eu? Também sou aspirante, aspiro a algo que ainda não sei.
De concreto eu só tenho as dúvidas e de apoio eu só tenho sonhos.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Se esquecendo de um rosto familiar
Minha mãe sempre me dizia uma certa frase enquanto eu chorava por ter sido desapontada por alguém. "Se o tempo não leva as pessoas de você, outras pessoas virão com o tempo e as levarão", as palavras mudavam de acordo com o dia, mas o sentido era sempre o mesmo.
Um dia essas palavras fizeram sentindo, então eu chorei como uma criança, então era isso, eu estava perdida como uma pequena ave que não consegue se orientar em um céu nublado...eu estava perdida.
A desorientação era tamanha, que eu já não sabia mais me posicionar, então eu fiquei a esperar, esperei dias por uma carta, um e-mail, um sinal, todos aquelas dias se tornaram meses, meses de pouco contato e esquecimento.
A dor era tamanha que eu podia sentir em minha alma, eu havia me desvinculado de quem com o tempo eu aprendi a amar fraternalmente, havíamos passado dos estágios primordiais de uma amizade, aquele amor era difícil de explicar, mas era perceptível a olho nú.
Um dia essas palavras fizeram sentindo, então eu chorei como uma criança, então era isso, eu estava perdida como uma pequena ave que não consegue se orientar em um céu nublado...eu estava perdida.
A desorientação era tamanha, que eu já não sabia mais me posicionar, então eu fiquei a esperar, esperei dias por uma carta, um e-mail, um sinal, todos aquelas dias se tornaram meses, meses de pouco contato e esquecimento.
A dor era tamanha que eu podia sentir em minha alma, eu havia me desvinculado de quem com o tempo eu aprendi a amar fraternalmente, havíamos passado dos estágios primordiais de uma amizade, aquele amor era difícil de explicar, mas era perceptível a olho nú.
Hoje a sua presença me incomoda, suas idéias são divergentes das minhas, não sei mais qual é sua cor favorita, não sei mais sobre problemas cotidianos, não sei mais o que a faz sorrir. Mas me estagnei de idéias fixas, e hoje a dor é na lembrança, é na mudança. Me vejo cega diante de alguém que antes eu lia como um poema doce e de fácil entendimento, hoje não passa de literatura antiga, um clássico preguiçoso.
Eu realmente esperava a eternidade de nós, com filhos, pedindo xícaras de açúcar emprestado, preciso re-aprender a sonhar, acho que falta intensidade em meus desejos...
Muitas coisas boas ficaram guardadas no peito, e hoje eu te agradeço por me ensinar que ser menos impulsiva ou sentimental é uma boa arma de sobrevivência. E se hoje eu saio por aí, me arriscando com novas companhias, sem ter a quem dar prioridade, é porque um dia priorizei de mais quem me trocaria por uma nova companhia, quem nunca mais me chamou sequer pra tomar um café, eu não ligaria de transformar nosso vínculo em um vínculo maior, só pra caber o alguém novo que você encontrou, eu não me importaria.
E hoje eu te encontro por acaso, e por acaso preferia não te encontrar, a minha vontade ao te ver é de atravessar, a rua, o mar, pra não sentir tamanha decepção. O que sinto por você atualmente é tão feio que eu me envergonho, mas apesar de conseguir seguir enfrente com toda a frieza e insensibilidade que aprendi com você, pra usar em ocasiões de urgencia, eu ainda sou intensa, e torço pra você nunca precisar voltar as origens, porque caso isso aconteça, você não encontrará os mesmos fatos que estão na sua mente, as pessoas que compoem a foto em seu porta-retrato partirão, como um dia você fez.
Eu sinto muito, sinto pela falta que me faz, pela distância, pelo estranhamento, sinto falta da certeza, das conversas, da cumplicidade, sinto falta do seu jeito, do companheirismo, dos sonhos, sinto falta da empatia, da alegria, sinto falta da simplicidade, sinto falta de encher a boca pra falar sobre a melhor amiga que tive, sinto falta de ouvir seu nome frequentemente na boca dos meus familiares ou de amigos incomuns saberem quem você por histórias contadas, sinto falta de você, quando tem algum concerto eu não sei mais com quer ir, quando tem convites sobrando não é mais você quem eu penso em convidar, doí em mim de uma forma absurda até eu mesma sinto que é exagero, mas doí...
Eu tive que me perder, eu chorei em outros braços pra conseguir aliviar meu coração, e aliviei, sem ter que lhe implorar atenção, sem ter que me dirigir de forma doce a alguém tão azedo.
Me desculpe por algumas palavras desmedidas de forte significado, mas a culpa é toda sua, a culpa é só sua.
"Rainbows wept color all over the streets.
Eu realmente esperava a eternidade de nós, com filhos, pedindo xícaras de açúcar emprestado, preciso re-aprender a sonhar, acho que falta intensidade em meus desejos...
Muitas coisas boas ficaram guardadas no peito, e hoje eu te agradeço por me ensinar que ser menos impulsiva ou sentimental é uma boa arma de sobrevivência. E se hoje eu saio por aí, me arriscando com novas companhias, sem ter a quem dar prioridade, é porque um dia priorizei de mais quem me trocaria por uma nova companhia, quem nunca mais me chamou sequer pra tomar um café, eu não ligaria de transformar nosso vínculo em um vínculo maior, só pra caber o alguém novo que você encontrou, eu não me importaria.
E hoje eu te encontro por acaso, e por acaso preferia não te encontrar, a minha vontade ao te ver é de atravessar, a rua, o mar, pra não sentir tamanha decepção. O que sinto por você atualmente é tão feio que eu me envergonho, mas apesar de conseguir seguir enfrente com toda a frieza e insensibilidade que aprendi com você, pra usar em ocasiões de urgencia, eu ainda sou intensa, e torço pra você nunca precisar voltar as origens, porque caso isso aconteça, você não encontrará os mesmos fatos que estão na sua mente, as pessoas que compoem a foto em seu porta-retrato partirão, como um dia você fez.
Eu sinto muito, sinto pela falta que me faz, pela distância, pelo estranhamento, sinto falta da certeza, das conversas, da cumplicidade, sinto falta do seu jeito, do companheirismo, dos sonhos, sinto falta da empatia, da alegria, sinto falta da simplicidade, sinto falta de encher a boca pra falar sobre a melhor amiga que tive, sinto falta de ouvir seu nome frequentemente na boca dos meus familiares ou de amigos incomuns saberem quem você por histórias contadas, sinto falta de você, quando tem algum concerto eu não sei mais com quer ir, quando tem convites sobrando não é mais você quem eu penso em convidar, doí em mim de uma forma absurda até eu mesma sinto que é exagero, mas doí...
Eu tive que me perder, eu chorei em outros braços pra conseguir aliviar meu coração, e aliviei, sem ter que lhe implorar atenção, sem ter que me dirigir de forma doce a alguém tão azedo.
Me desculpe por algumas palavras desmedidas de forte significado, mas a culpa é toda sua, a culpa é só sua.
"Rainbows wept color all over the streets.
When you went away maybe one day we'll meet"
domingo, 5 de setembro de 2010
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Em chamas
E você queima...
De tão quente derrete a minha paz.
Então esfria, pra depois me aquecer, cuida de mim, pra depois me machucar, diz que vai ficar e vai embora...
Eu já não me importo, me deixa acreditar, sentir, que se depois for pr'eu chorar, eu não vou ligar.
Enquanto você queima sem saber, eu sinto sem querer aquele embrulho no estômago, aquela ansiedade das horas que são eternas, até o momento em que eu vejo você.
E sem ar eu não consigo falar, sem coragem eu não consigo andar, e sem razão eu só sei negar o que realmente é...
E eu vou tentando esconder o brilho no olhar, o coração acelerar...
E eu vou queimando, enquanto eu queria queimar você.
De tão quente derrete a minha paz.
Então esfria, pra depois me aquecer, cuida de mim, pra depois me machucar, diz que vai ficar e vai embora...
Eu já não me importo, me deixa acreditar, sentir, que se depois for pr'eu chorar, eu não vou ligar.
Enquanto você queima sem saber, eu sinto sem querer aquele embrulho no estômago, aquela ansiedade das horas que são eternas, até o momento em que eu vejo você.
E sem ar eu não consigo falar, sem coragem eu não consigo andar, e sem razão eu só sei negar o que realmente é...
E eu vou tentando esconder o brilho no olhar, o coração acelerar...
E eu vou queimando, enquanto eu queria queimar você.
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