segunda-feira, 11 de maio de 2009

Memórias, fatos, relatos e confissões


Contando as moedas do troco, vi a minha história passar rapidamente pela mente, e sorri.
Aquelas moedas me levariam ao um encontro com a mesma pessoa, com aquele sorriso aconchegante, mas aquele seria mais um dia inesquecivel.
Brincando com o vento na janela, cantarolei aquela canção que não é tocada desde 2005, mas ainda sim é nossa.
Procuro em todos os lugares e não enchergo ninguém como você, nem nas revistas de moda a nada que se compara a essa garota.
Ah garota, quem é você?
Posso não conseguir te descrever, mas te conheço e me atrevo a dizer que ha conheço como ninguém.
Consigo listar os seus sonhos e pretenções, conquitas e erros, mas não consigo imaginar a minha vida sem você, quem ocuparia seu lugar se você não estivesse aqui?
Realmente isso não tem importância, pois você foi a garota enviada dos céu para mim, para me guiar e acompanhar.
É você que vejo prosperar na minha bola de cristal, é você que vejo, longos cabelos ao vento desbravando o mundo comigo em um carro antigo.
Fotografias já guardam em imagens nossa metamorfose, e lembranças nunca nos deixaram esquecer a cumplicidade de toda uma vida.
Com um pequeno nome fora consagrada, Bella, es tu a maravilha que o mundo está a conhecer.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

1 segundo


A vontade que eu sinto não corresponde mais aos meus atos.
O tempo que tenho, não é aquele que um dia eu tive para fazer as escolhas erradas.
Hoje, não veio embrulhado como um presente.
E o futuro?
Cada segundo a mais é um segundo a menos.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Atos rotineiros, retratos da alma


Ligando a televisão pra preencher o vazio, cada sopro do vento, os filmes repetidos, as músicas não fazem mais sentido.
A cama fria em uma tarde de domingo, o amanhecer sem expectativa, as torturantes noites sem sono.
O andar vago, a perda da direção, a cada grito do meu coração.
Velhas fotografias, poucas lembranças, a grande angústia, a repetição contínua dos mesmo atos.
Eu nego. Mas estou só.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Descoberta


Brincando com os farelos de pão, desenhava pequenos insetos. Eles são tão menores que nós, porém eles tem o céu como limite, eles podem voar.
Então pensei, se tão grande como sou, e infinitas vezes mais inteligente que um inseto, se me propuzer a voar, posso fazê-lo.
Com cálculos matemáticos, fui me envolver, entre ângulos e tangentes descobri que com asas mecânizas não sairia do lugar.
Tentei a física, a química, a lógica e nada.
Ao deitar para contemplar e cuidar do meu céu, contando todas as estrelas, só para constar se ninguém as havia me roubado, senti uma brisa leve, que me arrepiou, me causando um frio gostoso. Peguei um casaco e retornei, papel e caneta em mãos, com intuito de desenhar as minhas asas.
Escrevi um texto. Na literatura, achei o céu para o meu vôo perfeito.

sábado, 2 de maio de 2009

Tempo, verdade e corações


De certa forma palavras são ações, então não há como julgar qual vale mais, qual machuca com maior intencidade. Sempre indo e vindo, sem qualquer senso de direção, me perco e me encontro na minha própria história.
Existência, é quem simplesmente está de passagem por esse estranho lugar, que para muitos é o paraíso, para outros o inferno, mas para todos os efeitos, este lugar é a Terra.
Eu tenho vida, não existência, não estou aqui por existir, eu estou aqui para amor o ato de viver, para fazer valer apena. Vivo sim, ao meu modo, não há ninguém neste mundo capaz de julgar o meu olhar sobre a vida.
Muito agitada aos olhos de alguns, e muito resguardado ao olhar de outros, mas para mim basta ser como é, um passo de cada vez, para isso dois pés, e o equilibrio. Pisando sempre primeiro com o pé da pinta no dedão, nada de supertição, mas é que o pé direito é mais aconselhavél.
Muito ar ainda há de ser respirado, muita dor meu coração há de sentir, muita alegria ainda hei de ver. E reclamar? Para que?
Entenda você, que depois do raio, vem as gotas, que tiram da seca, as familias castigadas pelo sol, e depois da tempestade vem o sol, para iluminar a vida de quem teve tudo levado pela força da água. Entenda, que a alegria sempre voltará, não se desispere, o peito aperta, a lagrima cai, mas logo depois o sorriso sai.
Como é imprevisivél o destino de quem resolve viver. Pois eu decidi pelo incerto, pelo invisivél, eu escolhi sentir o gosto de viver. Eu decidi ser borboleta. Apesar de amar bolhas de sabão.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Sem parar



Sem querer ficar parada, atropelei um senhor. Perplexa, não sabia o que fazer, encostando meus cotovelos no vonlante, de modo que pudesse apoiar a minha cabeça nas minhas mãos, comecei a chorar. De forma rude o policial bateu na minha janela, demorei algum tempo parar indentifica-lo, pois minhas vistas estavam embaçadas, mas logo abri a porta e sai do carro. Muitas pessoas estavam envolta do senhor estendido no chão. Como eu poderia ter feito algo tão cruel? Me debrucei encima do senhor, como se ele fosse um velho conhecido, o desespero em meu choro era visivél,de modo que o mesmo policial que havido sido rude, tentava me afagar. Com a chegada da âmbulancia pedi para acompanhar o senhor, já que tinha causado tudo aquilo.Minha roupa cheirava a chá, tudo tinha um cheiro familiar... Passando por ruas que vinham como velhas fotografias em minha mente, relembrava minha infância. Saindo daquele cenário de filme dramatico, fui direto contemplar um bebedouro. Quando eu era criança sonhava com o dia em que beberia somente em bebedouros, como as pessoas grandes, e vejo quão ruim é ser adulto, bebedouro não mata a sede, ser adulto não tem nem a metade da mágia que se imagina, enfim, eu tinha atropelado um senhor. Ajudando os enfermeiros a localizar algum documento na roupa do senhor, vi como suas expressões eram doces, deveria ele ter muitos netos, dos quais ele paparicava e recebia também muito amor. Achando sua carteira de identidade desmaiei. E quando acordei em uma maca, sendo devidamente medicada me lembrei que aquele senhor era o meu avô. Depois de anos, demorei a reconhece-lo, e agora com ele no CTI, descobri o quanto queria ter ele por perto.

Amor


Quanto da minha vida doarei para lhe (re)encontrar?